06 maio 2016

Julieta do Século XXI

Uma mão, uma flor, uma lágrima...

Que se encontram com um sorriso. Duas pessoas. A carta e apenas um desejo: ficarem juntos. Carta método antigo, mas tornou-se a única forma de comunicação entre eles, pois seu computador está sendo vigiado por seus pais. 

Júlia suspira, e se inebria com o cheiro da rosa, que em um dia de um momento de loucura, Ruan começou a gritar como um desvairado por Júlia. No mesmo momento em que ela aparece na janela e sorri, mas o momento é estragado com um balde de água fria e várias ameaças do pai de Júlia. Enquanto as ameaças escorriam como uma cascata, um amigo de Ruan joga uma bolsa, e Júlia rapidamente esconde, enquanto o pai dela punha os invasores para correrem e vinha dar aquele sermão:

-Ele não presta para você Júlia! Não passa de um vadio, a família em um todo é um grande desastre!

-Mas eu o amo!

-Idiotice da idade. Você não sabe o que é amar alguém!

-Mas o que nós temos a ver com a briga de vocês? Por que não podemos ficar juntos?

-Olhe como fala comigo! Está de castigo, e ai de você se eu ver esse menino aqui novamente! Diz saindo do quarto.

Júlia não entendia, só sabia que o amava, e por isso decidiu fugir, esquecendo a carta de Ruan com uma singela resposta em cima de sua cama. Decidiu amarrar uns lençóis em sua varanda para descer, mas no momento que descia um dos panos desata o nó, e ela cai, morrendo posteriormente. 
Ao ouvir o barulho, o pai de Júlia vai averiguar o que aconteceu, e corre desesperado ao ver sua filha já desfalecida. 

Após o enterro, o pai vai até o quarto de Júlia e vê a carta e a rosa em cima da cama de Júlia, segurando a flor em suas mãos ficou surpreso ao ver o conteúdo da carta. Ruan estava com uma doença terminal. Ao ler a resposta de sua filha, ao fundo uma melodia triste:
...Anunciamos com pesar a morte de Ruan...” em resposta na carta, “eu sempre estarei contigo até que a morte nos separe, te amo, beijos Júlia”.

Uma mão, uma flor, uma lágrima...


Por: Tainá Souza Santos

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