08 agosto 2016

Postemorfose – Capítulo 1


1º CAPÍTULO 
PARADÃO

Em um grande e belo dia ensolarado; exatamente datado em 20 de Dezembro de 2015, Pedro Etsop acorda assustado ao sentir algo quente escorrer sobre ele.

– Será possível? Não acredito que fiz isso, e numa idade dessas. Que vergonha! Pensou Pedro.

Após seu momento de total vergonha e lamentações acabar, Pedro Etsop abriu os olhos e sentiu a brisa bater em sua face. Ao abrir os olhos, percebeu que invés de estar deitado em sua cama, estava em frente a garagem de sua casa.

– Minha nossa, não pode ser! Vergonha redobrada. Todo molhado... E na rua?!

Ao tentar sair dessa situação inusitada e deveras vergonhosa, tentou com todas as suas forças sair da calçada para dentro de sua casa, mas sem êxito. Pois, por mais que tentasse se mover não conseguia. Sentia-se preso à calçada, e por mais que se esforçasse nada o fazia sair do lugar.

– O embaraço é tanto que nem consigo sair desse espaço... – Ao tentar puxar com mais força, ouviu uns latidos. – Ah, então foi você não é?! Deixa-me lhe dar um bom chute, para aprender a não fazer as suas necessidades nas pessoas...

Ao tentar chutar o pobre cachorrinho, Pedro Etsop percebe que no lugar de suas pernas há um grande tronco marrom. A surpresa foi tamanha que ele soltou um berro que fez com que os pássaros alçassem voo.

No mesmo momento um carro estaciona perto de Pedro, e enquanto o motorista sai do carro, ele se vê na janela do carro. E para a sua grande desgraça percebe que virou um enorme poste com urina de cachorro... 


Solta outro berro.

2 comentários:

  1. Pedro Etsop também percebeu que, caso tentasse se mover, sofreria choques elétricos provenientes dos fios que lhe prendiam?

    Renato aqui, gostei =)

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    1. Era o "choque" da realidade de ter virado um poste mesmo. :) kkkkk

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